No mês de celebração do Dia da Consciência Negra a cidade de São Paulo obteve avanços na implantação de políticas de combate ao racismo estrutural e institucional e no resgate da história da população negra. A entrada em vigor da Lei Municipal nº 17.503 que dá o nome de personalidades negras a 12 Centros de Educacionais Unificados (CEU), no último dia 11, e o Decreto 50.749, que instituiu a Política Municipal de Prevenção e Combate ao Racismo Institucional , são passos importantes para contrapor uma prática que ao longo de séculos foi sistematicamente apagando da história, os registros da rica contribuição da população negra e de seus expoentes na sociedade.

A cidade de São Paulo, em parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares, promove a Virada da Consciência (VICO), com uma programação repleta de ações afirmativas que celebram a cultura e a inclusão da população negra. A lista inclui atividades educativas, culturais e de resgate histórico das memórias das lutas e de personalidades negras.

A Virada da Consciência começa oficialmente nesta segunda-feira 16/11 e segue até o dia 30. Por toda a capital haverá uma programação de cursos, seminários e mesas de discussão abordando temas como Políticas Públicas de Igualdade Social, Sub-representação Negra e combate ao racismo estrutural. Diversas atrações culturais como exposições, performances, espetáculos de música, dança, teatro e intervenções urbanas como a projeção de fotos e textos em prédios fazem parte da celebração.

Durante a Virada da Consciência, os 12 Centros de Educacionais Unificados (CEU), as placas de identificação com os nomes dos homenageados. Entre eles o dramaturgo, escritor e político, Abdias do Nascimento e a escritora Carolina Maria de Jesus e o advogado e ativista Luis Gama.

No Centro, a Praça Clóvis Bevilácqua vai ganhar uma estátua do arquiteto Joaquim Pinto de Oliveira, conhecido como Tebas, que no idioma quimbundo, falado em Angola, significa habilidoso. Tebas foi um escravo liberto que se tornou arquiteto e influenciou a paisagem urbana da São Paulo colonial até sua morte, aos 90 anos, em 1811. Trabalhou principalmente na ornamentação de igrejas, como o Mosteiro São Bento e a antiga Catedral da Sé e seu reconhecimento tardio veio com a análise detalhada de documentos das ordens religiosas que o contratavam.

Confira a programação completa da Virada da Consciência no link