No passado, o racismo por vergonha e receio se esgueirava no silencio ou na negação. Estimulado pelas luzes e furtividade das redes digital, pelo discurso politico de direita que o desqualifica e pela impunidade, tem encorajado sua afirmação, prática e publicização.
Nos dias atuais tem mostrado sua perversidade e violência na atuação das forças policiais públicas que privadas pisam com os coturnos os pescoços das mulheres negras, na porta de casa, e, hostilizam, agridem, chicoteiam e matam jovens negros dentro dos shoppings supermercados. Voluntaria ou involuntariamente ganha força e justificam ações e narrativas justificativas ainda que absurdas: um boné com determinada inscrição.

O mundo tem repudiado os joelhos e mata-leões que tornaram letra morta a justiça e a dignidade da pessoa humana. Porém quando o golpe vem da própria justiça, somos obrigados a nos colocar de prontidão. A sentença do juízo 1ª Vara Criminal do Paraná que reconhece e determina que a raça negra de um réu comprova a existência, autoria do crime, e sua qualidade de criminoso ´e estarrecedora. Agride os fundamentos do direito, porque a aplicação do direito não reconhece esse tipo de argumentação na formulação e construção da sentença, e porque contraria os fundamentos da ciência, da moral, da ética. Logicamente, sem deixar de transgredir a constituição e as leis da Republica, que definem o crime de racismo. Esse é mais um dos joelhos que impedem os negros de livremente respirar. Por isso, o Movimento Ar repudia veementemente essa Sentença Judicial e requererá sua reparação.