Desfile Beleza Negra

Em 2010, a renda domiciliar per capita média da população branca era mais que o dobro da população negra: R$1.097,00 para R$ 508,90

 

Adriano Lugoli é ex-usuário de crack e já esteve em situação de rua, depois de três anos conturbados se internou numa clínica de reabilitação e agora está desfilando nas passarelas de um desfile que pretende recuperar a autoestima da pessoa negra e incentivar o empreendedorismo dessa população étnica. Como homem negro, Lugoli relata a novidade que é a experiência de lidar com a própria aparência de uma nova perspectiva, que os insultos sobre os traços fortemente “africanos”, como ele mesmo diz, acarretaram.

“Nunca gostei de tirar foto, nunca me achei bonito. Na escola, eu tinha os piores apelidos. Tenho uma etnia muito forte, muito bem definida, sou ‘africano’ mesmo, mas existe preconceito".   

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(Foto: Arquivo Pessoal/Lugoli)

O desfile ganhou o nome de “Beleza Negra”, cuja organizadora, Dai Schmidt é exatamente promover mudanças como as que aconteceram na vida de Adriano, resgatar pessoas das ruas e também sua autoestima.  A intenção é mostrar pessoas reais atrás dos corpos que desfilam e que exercem milhares de outros trabalhos. Trabalho e que merecem igualdade. O desfile que acontece no Distrito Federal, em Brasília é o reforço da Lei nº 5.447/2015, que consiste no "Programa Afroempreendedor" do Distrito Federal, que estimula a equidade no mercado de trabalho. 

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